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Alimentação e Nutrição

Orientações nutricionais e manejo alimentar na Síndrome de Angelman

Por que a nutrição é fundamental

O cuidado nutricional na Síndrome de Angelman (SA) é fundamental para o controle da epilepsia, assim como de queixas gastrointestinais, melhorando a qualidade de vida. A perda de função do gene UBE3A tem impacto direto no sistema digestório, incluindo:

  • Desregulação da motilidade gastrointestinal — afetando os movimentos peristálticos, resultando em constipação crônica (o sintoma mais comum) e episódios de vômitos cíclicos.
  • Hipotonia generalizada — que afeta também a musculatura orofaríngea, levando a dificuldades de sucção e deglutição (disfagia), além de favorecer o Refluxo Gastroesofágico (RGE).
  • Alterações no microbioma intestinal — que pode indiretamente afetar aspectos do comportamento e a cognição através do eixo cérebro-intestino.

As principais orientações nutricionais, portanto, focam no controle de crises epilépticas, dificuldades de alimentação, constipação e obesidade.

Principais orientações e recomendações

Dietas terapêuticas para epilepsia

Dietas como a dieta cetogênica ou a dieta de baixo índice glicêmico (Low Glycemic Index Treatment, LGIT) podem ser recomendadas para controlar crises epilépticas que não respondem bem a medicamentos. Para mais informações, consulte a página sobre epilepsia.

Manejo de dificuldades de sucção e deglutição

  • Bebês podem apresentar incoordenação sucção-deglutição, exigindo bicos especiais.
  • Refluxo Gastroesofágico (RGE) é comum, sendo recomendado o posicionamento elevado após as refeições e acompanhamento médico.
  • Modificação da textura e consistência dos alimentos pode ser necessária para evitar aspiração.
  • Em casos de incapacidade de se alimentar com segurança via oral, pode ser indicado o uso de sonda.

Controle de peso e hiperfagia

O excesso de peso corporal e a obesidade são um risco, exigindo monitoramento regular do peso, em especial a partir da adolescência. Para controlar comportamentos de busca excessiva por comida, recomenda-se:

  • Horários de refeição estruturados com cronograma visual.
  • Uso de pratos divididos para controle de porções.
  • Eventualmente, restrição do acesso aos locais com armazenamento de comida, como geladeiras e despensas.

Acompanhamento especializado

A intervenção nutricional deve ser contínua e personalizada por um nutricionista para garantir a nutrição adequada e apoiar o desenvolvimento. Consulte também a página sobre terapias para informações sobre acompanhamento multidisciplinar.