Crise Atônica
Perda súbita do tônus muscular
O que é uma crise atônica?
O tônus muscular é a tensão normal que os músculos mantêm o tempo todo. “Atônica” significa “sem tônus”. Em uma crise atônica, os músculos ficam subitamente flácidos, como se perdessem toda a força de uma vez.
As crises atônicas também são chamadas de “ataques de queda” ou “crises de queda” (drop attacks), pois a pessoa geralmente cai ao chão quando elas acontecem.
Como reconhecer
- As pálpebras podem cair subitamente.
- A cabeça pode pender ou cair para a frente.
- A pessoa pode deixar cair o que está segurando.
- Se estiver de pé, a pessoa cai ao chão sem força — como uma boneca de pano.
- Geralmente duram menos de 15 segundos.
- A pessoa pode não estar totalmente consciente durante o episódio.
É importante diferenciar a crise atônica (queda sem força, corpo mole) da crise tônica (queda com rigidez, corpo rígido como um tronco).
Risco de lesões
As crises atônicas representam risco significativo de lesões, pois a pessoa cai de forma súbita e descontrolada. Medidas de proteção podem incluir:
- Uso de capacete de proteção nos casos em que as crises são frequentes.
- Adaptações no ambiente para reduzir riscos de impacto (tapetes, proteção de quinas).
- Supervisão constante em ambientes com superfícies duras ou perigosas.
Quem está em risco
As crises atônicas geralmente começam na infância e podem continuar até a vida adulta. Frequentemente ocorrem em conjunto com outros tipos de crises epilépticas.
O que acontece após a crise
Após uma crise atônica, muitas pessoas retornam rapidamente à atividade que estavam realizando. Algumas podem ficar um pouco confusas. Verifique sempre se houve lesão por causa da queda — contusões, cortes ou trauma na cabeça podem necessitar de cuidados médicos.
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na descrição dos episódios e confirmado pelo EEG. Gravações em vídeo dos episódios são extremamente úteis para o neurologista. Em alguns casos, podem ser necessários exames adicionais para descartar outras causas de queda (como problemas cardíacos ou alterações da pressão arterial).
Tratamento
Diversos medicamentos antiepilépticos podem ser utilizados, incluindo ácido valproico, clobazam e lamotrigina, entre outros. No entanto, as crises atônicas podem ser de difícil controle medicamentoso. Quando os medicamentos não funcionam adequadamente, outras opções incluem:
- Dietas terapêuticas (cetogênica, Atkins modificada, baixo índice glicêmico).
- Estimulação do nervo vago (VNS).
- Calosotomia (cirurgia que secciona o corpo caloso para impedir a propagação das crises entre os hemisférios) — em casos selecionados.
Consulte a página principal sobre epilepsia para mais informações sobre tratamentos.